quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Locus Amoenus.

Tu obrigas-me a sofrer, mas tu precisas de mim.
A penetração ocorre quando estamos à espera. Tu entra, tudo sai.
A multiplicidade de sentimentos arrasa-me e arrebata-me.
Eu recorro-te. Não me socorres. Abandonas-me. Móis-me. Matas-me.
Eu faleço, e nada mais parece ver.

Brotando de mim vem uma árvore centenária. Não cresce, mas vive.

1 comentário:

Filipe Honório disse...

O que fazes aqui com os sons e a pontuação é extraordinário. Adoro este.