sábado, 12 de janeiro de 2013

anankê.

Um sopro de vida
Um frasco de cianeto
Um sopro de morte
O líquido que oxida.

O melhor do que eu fosse, fosse eu não existente
Um tratado abstinente
Veemente produzido com um fim.
Fim esse que não o há,
Houvera.

Todo o que veio virá
A inócua libertação de um corpo selado
Tortuosamente cuidado
Preso
Alimentado com tudo de mau quanto existe.

O demónio não lá está
O demónio já lá esteve
E com ele um sopro de vingança adveio

Altiva deusa das marés
Condolentes Tágides
Abençoai-nos para que de todo o nosso futuro
O sempre seja uma parte.

1 comentário:

Miguel Coelho disse...

Excelente, e sempre nesse teu registo sombrio e misterioso que nos arrebate! Admiro-te, bro!!